domingo, 27 de novembro de 2016
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Programa Geoparks Globais da UNESCO
Em Novembro de 2015, durante a 38ª Conferência Geral da UNESCO, os geoparques que faziam parte da Rede Global de Geoparks (GGN - Global Geoparks Network) passaram a ser definidos como Geoparks Globais da UNESCO. Com essa mudança, a UNESCO se aproxima ainda mais desse modelo de gestão territorial, deixando de ser uma entidade basicamente orientadora para ser uma espécie de coordenação central e parceira na formulação de propostas de criação de novos geoparks globais e na gestão daqueles que já faziam parte da GGN.
Com a decisão proferida na 38ª sessão da Conferência Geral da UNESCO, a rede global de geoparques eleva-se ao status de programa da UNESCO, ou seja, na prática, passa a existir à partir daquele momento, um novo programa da UNESCO, o Programa Internacional para Geociências e Geoparks (em inglês International Geoscience and Geoparks Programme - IGGP) que, em conjunto com outros dois programas pré existentes (Sítios do Patrimônio Mundial e Reservas da Biosfera) passam a constituir instrumentos para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030.
Por se tratar de uma ação ainda muito recente, há poucas informações disponíveis sobre esta mudança, provavelmente só o tempo dirá de que forma ela irá se refletir no dia a dia da gestão dos geoparques e de que forma contribuirá para a conservação do geopatrimônio mundial.
Do ponto de vista histórico, desde 1991, com a publicação da "Declaração Internacional dos Direitos à Memória da Terra" em Digne, na França, têm-se buscado o apoio da UNESCO na construção de uma rede global de geoparques, no entanto, apenas em 2004 é que essa rede conseguiu ser oficializada e, ainda assim, a UNESCO participava apenas prestando alguma assistência àqueles geoparques que se enquadravam em seus regulamentos.
Atualmente, 120 geoparques compõem a GGN e, automaticamente ganharam o título de Geoparks Globais da UNESCO. Estes geoparques estão distribuídos em 33 países (ver mapa), sendo que no Brasil temos apenas um, o Geopark Araripe.
Nota: É bem provável que você tenha notado duas grafias para o termo geoparque (geoparque e geopark), fato para o qual apresento uma explicação. O termo grafado com "k" tem sido adotado para designar aqueles projetos que já se consolidaram como geoparques da UNESCO, ou seja, todo geoparque da UNESCO é grafado como geopark. Aqueles geoparques que ainda não alcançaram a GGN, portanto, são grafados em suas línguas nativas e, no caso do Brasil, então, temos os geoparques. É essencial ainda salientar que um território para ser geoparque não necessita obrigatoriamente fazer parte da GGN.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Projeto Geoparque Cariri paraibano
Olá pessoal, nessa postagem estou compartilhando um material que produzi e apresentei no II Encontro de Educação Ambiental promovido pela Prefeitura Municipal de Cabaceiras - PB, no final de setembro desse ano, e que por sinal aproveito o momento para externar meus agradecimentos à comissão organizadora pela oportunidade que nos foi dada de expor essas ideias iniciais à comunidade cabaceirense e aos representantes do poder público que ali se faziam presentes na ocasião.
Esse material trata de algumas considerações que foram traçadas como forma de dar início às discussões relativas a proposta que está sendo elaborada para a futura criação de um geoparque na região do Cariri paraibano, mais especificamente envolvendo o setor do Lajedo do Pai Mateus e circunvizinhança.
(clique na imagem para baixar o pdf)
O trabalho vem sendo desenvolvido como uma parceria entre a CPRM, UFPB, UEPB, UFRN e profissionais que atuam na área de turismo na região. Em breve estaremos com atividades de extensão na região para difundir os conhecimentos sobre a geodiversidade local e regional e fomentando a organização social para a estruturação da proposta do geoparque.
Estamos à disposição para receber considerações e sugestões, bem como estamos montando uma rede de parcerias para que o projeto siga à diante. Os interessados podem fazer contato conosco através aqui do blog ou dos canais de comunicação que deixei disponíveis no arquivo dos slides (no último slide).
Geoabraços.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Avaliação de potencial turístico de sítios geomorfológicos
Continuando com as sugestões de leitura, segue dessa vez o link para o trabalho de Jean-Pierre Pralong, do Instituto de Geografia da Universidade de Lausanne, na Suiça.
O artigo intitula-se "A method for assessing tourist potential and use of geomorphological sites" (Método de avaliação de potencial turístico e de uso de sítios geomorfológicos), publicado na revista Géomorphologie : relief, processus, environnement.
Abaixo segue o abstract do trabalho para dar a curiosidade pela leitura do texto completo:
"This paper presents a method for assessing tourist and exploitation values of geomorphological sites in a tourist and recreational context. Its aim is to propose criteria to quantify and qualify their potential in terms of scenic/aesthetic, scientific, cultural/historical, and social/economic values, and the use of this potential in terms of degree (spatial and temporal use) and modality (use of the four mentioned values) of exploitation. Concerning the scientific value, the following criteria are taken into account: palaeogeographical interest, representativeness, natural rarity, integrity and ecological interest. This method was based on the study of geomorphological sites (glacial, karstic, and hydrographic) of the areas of Chamonix Mont-Blanc (Haute-Savoie, France) and Crans-Montana-Sierre (Valais, Switzerland). In this paper, the assessment of the tourist value and of its components is first presented and developed. Then, the assessment of the exploitation value allows the notion of use intensity to be determined. Finally, a comparison of the two first stages is carried out in order to analyse and discuss the potential and use of the studied geomorphological sites."
Clique aqui para baixar o texto completo em pdf. Espero que gostem.
Geoabraços.
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Livro: Geodiversidade na Arte Rupestre no Seridó Potiguar
Para aqueles que não conseguem ver a relação entre cultura e geologia, segue a sugestão de leitura do livro "Geodiversidade na Arte Rupestre no Seridó Potiguar", de autoria do professor Marcos Antônio Leite do Nascimento e do arqueólogo Onésimo Jerônimo Santos, e publicado pela Editora do IPHAN.
O livro buscar mostrar a relação entre a arte rupestre e as rochas (consideradas como as telas para a pintura e as gravuras) em diversos sítios arqueológicos existentes no Seridó do estado do Rio Grande do Norte.
Informações sobre a versão impressa do livro podem ser obtidas junto à Superintendência do
IPHAN-RN pelos telefones (84) 3211-3820, 3201-0486, 3221-3294, 3211-6166.
Também está disponível a versão digital do livro. Para fazer o download, clique AQUI.
Boa leitura a todos.
domingo, 13 de setembro de 2015
Atrativo turístico: você sabe o que é?
Olá pessoal, nessa postagem compartilho um texto produzido pelo SEBRAE de São Paulo que é bastante explicativo sobre o que vem a ser efetivamente um atrativo turístico.
O texto faz parte de uma série de Cadernos Temáticos produzido pela entidade para tratar de questões relacionadas ao turismo.
Vale a pena dar uma lida.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Comprometimento dos stakeholders no turismo: uma análise do desenvolvimento do Geoturismo no município de Gurjão (Paraíba, Brasil)
Trabalho originalmente publicado na Revista Eletrônica Turismo e Sociedade da UFPR
Download do Texto Completo: pdf
Autores: Janaina Luciana de Medeiros, Elayne Gouveia da Silva, Fernanda Santos Gentil Araújo, Leiliane Michelle Trindade da Silva Barreto
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Autores: Janaina Luciana de Medeiros, Elayne Gouveia da Silva, Fernanda Santos Gentil Araújo, Leiliane Michelle Trindade da Silva Barreto
Resumo:
Este trabalho tem como objetivo analisar o comprometimento dos stakeholders na atuação do desenvolvimento do geoturismo no município de Gurjão, localizado na região do Cariri Paraibano (Brasil). Para alcançar esse objetivo foi utilizada a abordagem do comprometimento proposta por Medeiros (2003), adaptando à visão da gestão da atividade turística. A pesquisa foi realizada no ano de 2014 e caracteriza-se como exploratória, proporcionando maiores informações sobre o assunto investigado. De acordo com os resultados obtidos, pode-se concluir que os stakeholders do município de Gurjão/PB possuíam o comprometimento com um valor normativo, tornando-se assim, algo a ser considerado na busca das razões dos atores entrevistados se sentirem obrigados a trabalhar com a atividade turística na localidade.
Palavras-Chave: Gestão de pessoas; Comprometimento; Stakeholders; Geoturismo; Gurjão/PB
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