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domingo, 20 de abril de 2025

Novos Geoparks da Rede Mundial

Para vocês que curtem ver espacialmente as informações, preparamos uma figura indicando quais foram os países que conseguiram alçar novos geoparks para a Rede Mundial da UNESCO no último ano (2024/2025).


Clique na figura para ampliar

Vale lembrar aqui a lista com a distribuição desses novos geoparks e os países onde estão localizados:

  • China: Kanbula e Yunyang
  • República Democrática da Coréia: Mt Paektu
  • Equador: Napo Sumaco e Tungurahua Volcano
  • Indonésia: Kebumen e Meratus
  • Italia: MurGEopark
  • Noruega: The Fjord Coast Geopark
  • República da Coréia: Danyang e Gyeongbuk Donghaean
  • Arábia Saudita: North Riyadh e Salma
  • Espanha: Costa Quebrada
  • Reino Unido e Irlanda do Norte: Arran
  • Vietnã: Lang Son
Como se percebe, Europa e Ásia continuam à toda velocidade investindo na criação de novos geoparks.

Esperamos que, em breve, o Brasil figure mais fortemente em mapas como esse.

A Rede só aumenta

Próximo a completar dez anos de existência, a Rede Mundial de Geoparques da UNESCO vem, ano a ano, se ampliando. Inicialmente composta por apenas 6 geoparques, atualmente compõem a Rede 229 geoparques distribuídos em 50 países (ver mapa).

Só no último ano, foram aprovados 16 novos geoparks de 12 países para ingressarem na rede, os quais são listados abaixo:

  • China: Kanbula e Yunyang
  • República Democrática da Coréia: Mt Paektu
  • Equador: Napo Sumaco e Tungurahua Volcano
  • Indonésia: Kebumen e Meratus
  • Italia: MurGEopark
  • Noruega: The Fjord Coast Geopark
  • República da Coréia: Danyang e Gyeongbuk Donghaean
  • Arábia Saudita: North Riyadh e Salma
  • Espanha: Costa Quebrada
  • Reino Unido e Irlanda do Norte: Arran
  • Vietnã: Lang Son

Preparamos uma arte exclusiva indicando a distribuição dos países onde estão localizados os novos geoparks da rede, clique aqui para ver.

No Brasil, o primeiro geoparque a ingressar na Rede Mundial foi o Araripe, no Ceará no ano de 2006. Em seguida, a partir do ano de 2022, se juntaram a ele os geoparks Seridó (RN), Caminhos dos Cânions do Sul (RS/SC), Caçapava (RS), Quarta Colônia (RS) e Uberaba (MG).

Em breve esperamos que muitos outros projetos brasileiros submetam suas propostas e passem a fazer parte da Rede Mundial possibilitando uma exposição cada vez maior da rica geodiversidade do país.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Avaliação de potencial turístico de sítios geomorfológicos

Continuando com as sugestões de leitura, segue dessa vez o link para o trabalho de Jean-Pierre Pralong, do Instituto de Geografia da Universidade de Lausanne, na Suiça.

O artigo intitula-se "A method for assessing tourist potential and use of geomorphological sites" (Método de avaliação de potencial turístico e de uso de sítios geomorfológicos), publicado na revista Géomorphologie : relief, processus, environnement.

Abaixo segue o abstract do trabalho para dar a curiosidade pela leitura do texto completo:

"This paper presents a method for assessing tourist and exploitation values of geomorphological sites in a tourist and recreational context. Its aim is to propose criteria to quantify and qualify their potential in terms of scenic/aesthetic, scientific, cultural/historical, and social/economic values, and the use of this potential in terms of degree (spatial and temporal use) and modality (use of the four mentioned values) of exploitation. Concerning the scientific value, the following criteria are taken into account: palaeogeographical interest, representativeness, natural rarity, integrity and ecological interest. This method was based on the study of geomorphological sites (glacial, karstic, and hydrographic) of the areas of Chamonix Mont-Blanc (Haute-Savoie, France) and Crans-Montana-Sierre (Valais, Switzerland). In this paper, the assessment of the tourist value and of its components is first presented and developed. Then, the assessment of the exploitation value allows the notion of use intensity to be determined. Finally, a comparison of the two first stages is carried out in order to analyse and discuss the potential and use of the studied geomorphological sites."

Clique aqui para baixar o texto completo em pdf. Espero que gostem.

Geoabraços.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Comprometimento dos stakeholders no turismo: uma análise do desenvolvimento do Geoturismo no município de Gurjão (Paraíba, Brasil)

Trabalho originalmente publicado na Revista Eletrônica Turismo e Sociedade da UFPR
Download do Texto Completo: pdf

Autores: Janaina Luciana de Medeiros, Elayne Gouveia da Silva, Fernanda Santos Gentil Araújo, Leiliane Michelle Trindade da Silva Barreto

Resumo:
Este trabalho tem como objetivo analisar o comprometimento dos stakeholders na atuação do desenvolvimento do geoturismo no município de Gurjão, localizado na região do Cariri Paraibano (Brasil). Para alcançar esse objetivo foi utilizada a abordagem do comprometimento proposta por Medeiros (2003), adaptando à visão da gestão da atividade turística. A pesquisa foi realizada no ano de 2014 e caracteriza-se como exploratória, proporcionando maiores informações sobre o assunto investigado. De acordo com os resultados obtidos, pode-se concluir que os stakeholders do município de Gurjão/PB possuíam o comprometimento com um valor normativo, tornando-se assim, algo a ser considerado na busca das razões dos atores entrevistados se sentirem obrigados a trabalhar com a atividade turística na localidade.

Palavras-Chave: Gestão de pessoas; Comprometimento; Stakeholders; Geoturismo; Gurjão/PB 

Download do Texto Completo: pdf

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

PEDRA DA BOCA: O PARQUE DOS GIGANTES

Trabalho originalmente publicado no XVI Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, ocorrido de 28 de junho a 04 de julho em Teresina - PI. Download do Texto Completo: pdf


Resumo:
A espetacularidade de alguns elementos da natureza pode representar um critério motivador para a realização de viagens turísticas. Alguns afloramentos rochosos apresentam feições curiosas que se assemelham a formas típicas do cotidiano, como rostos e formas de animais. A esses locais atribuiu-se o termo geoforma. O objetivo deste trabalho é apresentar as geoformas existentes no Parque Estadual da Pedra da Boca (PEPB), na Paraíba, como um elemento de divulgação da geodiversidade e aumento do fluxo turístico no parque. Foram identificadas 08 geoformas no interior do parque e uma no entorno. Verificou-se que os elementos mais expressivos da geodiversidade nas geoformas estão ligados ao conteúdo da geomorfologia e relacionados principalmente com a erosão diferencial associada à dissolução química das rochas, causando o desgaste do relevo e fazendo surgir os “gigantes de pedra” do parque representados pela Pedra da Boca, da Caveira, do Coelho, do Babuíno, do Peixe Boi, do Dente, da Viola e do Coração. O PEPB possui uma geodiversidade com alto potencial para realização de atividades científicas, didáticas e de lazer. Vislumbra-se na possibilidade de sua divulgação como sendo o Parque dos Gigantes, uma nova perspectiva capaz de atrair um número ainda maior de visitantes que possam, além da contemplação das geoformas, obterem novos conhecimentos acerca dos elementos abióticos que compõem a paisagem do local, de uma forma lúdica através do estímulo do imaginário

Palavras-chave: Geodiversidade, Geoforma, Parque Estadual da Pedra da Boca

Download do Texto Completo: pdf

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Revisão bibliográfica dos conceitos de geoturismo

Apesar de muitos trabalhos já terem sido publicados sobre o tema, e a cada dia ele ser mais divulgado no meio acadêmico e também entre a comunidade dita "leiga", ainda é uma tarefa um tanto complicada realizar uma revisão sobre o conceito de geoturismo. Pensando nisso fizemos essa revisão conceitual onde buscamos as proposições dos principais autores que trabalham o tema em nível mundial.

Ressaltamos que não é propósito desta postagem tecer comentários sobre as proposições, por hora desejamos apenas apresentá-las de forma organizada. Ficaremos felizes, no entanto, com eventuais debates que venham a ser desenvolvidos nos comentários dos leitores, bem como com a indicações de eventuais conceitos que nos tenham passados despercebidos ao longo desta breve revisão.


Para os conceitos em língua diferente da portuguesa, optamos por incluirmos também a tradução para facilitar a vida dos leitores que tenham menor trato com outros idiomas.


“The provision of interpretive and service facilities to enable tourists to acquire knowledge and understanding of the geology and geomorphology of a site (including its contribution to the development of the Earth sciences) beyond the level of mere aesthetic appreciation” (HOSE, 1995).

“Provisão de facilidades interpretativas e serviços para possibilitarem aos turistas adquirirem conhecimento e entendimento da geologia e geomorfologia de um lugar (incluindo sua contribuição para o desenvolvimento das ciências da Terra) além do nível da mera apreciação estética” (HOSE, 1995).


"The provision of interpretative facilities and services to promote the value and societal benefit geological and geomorphological sites and their materials, and to ensure their conservation, for the use of students, tourists and other casual recreationalists" (HOSE, 2000).

“Provisão de facilidades interpretativas e serviços para promover o valor e os benefícios sociais de lugares geológicos e geomorfológicos e seus materiais, assegurando sua conservação, para o uso de estudantes, turistas e outras pessoas com interesses recreativos casuais” (HOSE, 2000).



Turismo realizado em geossítios com finalidade de recreação passiva, envolvendo um sentimento de admiração, apreciação e aprendizagem relacionados a elementos da geologia, geomorfologia e dos recursos naturais da paisagem (formas de relevo, fósseis, rochas e minerais), e processos que criam ou criaram tais características. Em associação à visitação podem ocorrer passeios regulares, atividades específicas e até mesmo o desenvolvimento de instalações de alojamento (NEWSOME e DOWLING, 2006 p. 3-4).



“Geotourism is a knowledge-based tourism, an interdisciplinary integration of the tourism industry with conservation and interpretation of abiotic nature attributes, besides considering related cultural issues, within the geosites for the general public” (NEKOUIE-SADRY, 2009).

"Geoturismo é um turismo baseado no conhecimento, uma integração interdisciplinar da indústria do turismo com a conservação e a interpretação dos atributos da natureza abiótica, além de considerar questões culturais relacionadas, dentro dos geossítios, para o público em geral" (NEKOUIE-SADRY, 2009).



"A form of natural area tourism that specifically focuses on  landscape and geology. It promotes tourism to geosites and the conservation of geo-diversity and an understanding of Earth sciences through appreciation and learning. This is achieved through independent visits to geological features, use of geo-trails and view points, guided tours, geo-activities and patronage of geosite visitor centers" (NEWSOME and DOWLING, 2010).

"Uma forma de turismo em áreas naturais com foco específico na paisagem e geologia. Ele promove o turismo para geossítios e a conservação da geodiversidade e um entendimento das ciências da Terra através da apreciação e aprendizado.  Isto é alcançado através de visitas independentes à feições geológicas, uso de geotrilhas e mirantes, visitas guiadas, geoatividades e patrocínio de centros de visitação de geossítios" (NEWSOME and DOWLING, 2010).


"Segmentação turística sustentável, realizada por pessoas que têm o interesse em conhecer mais os aspectos geológicos e geomorfológicos de um determinado local, sendo esta a sua principal motivação na viagem" (MOREIRA, 2010).



"Turismo que sustenta e incrementa a identidade de um território, considerando a sua geologia, ambiente, cultura, valores estéticos, patrimônio e o bem-estar dos seus residentes. O turismo geológico assume-se como uma das diversas componentes do geoturismo" (Declaração de Arouca, 2011).



“The provision of interpretative and service facilities for geosites and geomorphosites and their encompassing topography, together with their associated in-situ and ex-situ artefacts, to constituency-build for their conservation by generating appreciation, learning and research by and for current and future generations.” (HOSE, 2012).



Referências


Declaração de Arouca. Disponível em: http://www.geoparquearouca.com/geotourism2011/?p=congress&l=pt

Hose, T.A. Selling the story of Britain’s Stone. Environmental Interpretation,10,2,16-17. 1995.

Hose, T.A. European geotourism - geological interpretation and geoconservation promotion for tourists. In: Barretino, D; Wimbledon, WAP; Gallego, E (eds). Geological heritage: its conservation and management. Instituto Tecnologico GeoMinero de Espana, Madrid, pp 127–146. 2000.


Hose, T. A. 3G’s for Modern Geotourism. Geoheritage J., 2012.

Moreira, J.C. Geoturismo: uma abordagem histórico-conceitual. Revista Científica Turismo e Paisagens Cársticas. Campinas: SBE, v. 3, n. 1, jun/2010. p. 5-10. 2010.

Nekouie-sadry, Bahram (2009), "Fundamentals of Geotourism: With Emphasis on Iran", Samt Organization Publishing, Tehran: Iran. 2009. (resumo em inglês).

Newsome, D; Dowling, R. The scope and nature of geotourism. In: Dowling, R.; Newsome, D (eds). Geotourism . Elsevier/ Heineman , Oxford, UK. 2006.

Newsome, D.; Dowling, R.K. Geotourism: The Tourism of Geology and Landscape, Oxford : Goodfellow Publishers. 2010.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Mini Curso Geodiversidade e Turismo

Pessoal, através desta postagem estou divulgando o vídeo gravado durante a realização do mini curso intitulado "Geodiversidade e Turismo: quantificando geossítios de valor turístico", ministrado pelo professor Marcos Antônio Leite do Nascimento em maio de 2013, no Campus da UFRN em Currais Novos.

https://www.youtube.com/watch?v=q8jlvEe4IyQ

O vídeo tem pouco mais de cinco horas de duração e registrou todo o mini curso. A qualidade não é de filmagem profissional mas acreditamos que dentro das possibilidades é um bom material para aqueles que estão estudando a temática, particularmente para quem está se iniciando nos conceitos e que deseja trilhar os caminhos do geoturismo.

Vale a pena dar uma conferida, sem contar que o ministrante é um dos principais expoentes da temática no Brasil, e por que não dizer em nível mundial também.

Obs: tanto a filmagem quanto a publicação do vídeo foram autorizados pelo professor Marcos Nascimento.

Geoabraços.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Fichamento sobre Geoturismo

Buckley, R. 2003. Environmental Inputs and Outputs in Ecotourism: Geotourism with a Positive Triple Bottom Line? Journal of Ecotourism, 2 (1): 76-82.

O ecoturismo é um conceito complexo, sendo definido por diversos critérios (ao menos cinco): produto baseado na natureza, gestão de mínimo impacto, educação ambiental, contribuição para a conservação e contribuição para as comunidades locais.

Para que o ecoturismo alcance todos os benefícios possíveis e almejados em sua idealização, torna-se necessária a atenção sobre estatísticas econômicas obtidas a partir de critérios claros e pouco subjetivos.

O autor cita quatro elementos que são causadores de incertezas no uso dos conceitos de ecoturismo.

Em primeiro lugar observam-se questões relacionadas aos critérios usados nas definições: o “produto” deve ser de base natural ou também pode ser cultural? Qual o limite entre natureza e cultura no ecoturismo? Os conceitos de sustentabilidade e impacto mínimo são relativos e precisam de comparativos para serem estabelecidos.

A segunda fonte de incerteza refere-se ao grau de satisfação dos critérios estabelecidos para o ecoturismo. Para que a atividade se estabeleça, devem ser atendidos todos os critérios ou se forem atingidos apenas parcialmente já seria satisfatório? O bom desempenho de um critério pode compensar outro com desempenho ruim? Os interesses comerciais visam muito os produtos de base da natureza em si, mas se esquecem da gestão, educação, conservação e retorno social.

A terceira fonte diz respeito à quantificação do desempenho de cada critério. A simples impressão de um folder por uma empresa seria interpretação ambiental? A solicitação de uso racional da agua é gestão ambiental?

A quarta fonte refere-se às bases para comparação de desempenho. Locais com padrões ambientais diferentes devem ser rankeados de forma diferente. Deve-se comparar limites legais para qualidade ambiental ou atividades similares em locais diferentes?

O INPUT ambiental (ou entrada ambiental) refere-se ao atrativo em si, ou seja, aquilo que faz com o turista se sinta motivado a viajar, enquanto que o OUTPUT ambiental (saída ambiental) corresponde aos custos e benefícios da atividade turística sobre o ambiente.
Não se deve pensar os inputs e outputs de forma isolada pois pode acarretar em uma análise tendenciosa da atividade turística. Deve-se identificar, quantificar e realizar o somatório de todos os custos e benefícios.

Algumas questões críticas são elencadas pelo autor como, por exemplo:
  • no input, se um atrativo for baseado na cultura humana, deverá ser considerado como ecoturismo? Na prática, na maioria dos casos não há grandes conflitos no que diz respeito à promoção de passeios culturais como sendo ecoturismo.
  • no output, se os custos e benefícios forem exclusivamente sociais, a atividade será significativa em si ou apenas quando elas refletirem na redução do impacto sobre o ambiente? Para o ecoturismo efetivamente contribuir para a conservação ambiental, ele deve beneficiar as pessoas que possam efetivamente proteger o local.

A gestão de mínimo impacto deve ser vista como uma forma de reduzir os custos ambientais de uma atividade. Porém, deve-se ter em mente sempre o objetivo maior da atividade (baseando-se no tripé do desenvolvimento sustentável) e não apenas os mecanismos para se alcançar os benefícios ambientais (educação ambiental e gestão ambiental, por exemplo).

Sendo assim, o ecoturismo seria o turismo que satisfaria os critérios de inputs e outputs ambientais. Porém, apesar dos produtos turísticos desse segmento serem quase sempre baseados na natureza, podem ocorrer casos de estabelecimentos urbanos que invistam na conservação ambiental, como por exemplo, na proteção de reservas florestais.

Para tentar reduzir a generalização, alguns termos são criados para definir subsetores da atividade turística, no entanto, essas divisões não parecem ser postas em uso na prática do marketing turístico e em documentos políticos.

O autor aborda a questão do termo “geoturismo” indicando duas formas de uso: a primeira estaria se referindo à um turismo geológico (turismo para observar rochas basicamente) e a segunda perspectiva seria bastante parecida com o conceito de ecoturismo tomando como base os inputs e outputs, sendo esta última a mais adequada para ele.

O geoturismo seria tratado pelo autor, então, como sinônimo de ecoturismo, tendo o conceito uma perspectiva mais geográfica do que geológica e o geoturista seria aquela pessoa que vai realizar atividades em ambiente natural ou em comunidades tradicionais.

É apresentado o conceito de contabilidade triple-bottom-line (3BL), na qual os custos e benefícios ambientais, sociais e financeiros são avaliados de forma independente. Nessa perspectiva, uma empresa não estará em crédito a menos que todas as três linhas de base (social, econômica e ambiental) sejam positivas.

O conceito difere de “sustentabilidade”, pois vai além da busca da habitabilidade do planeta. Pretende ser uma ferramenta para que se alcancem mudanças nas estruturas comportamentais e sociais humanas buscando estabelecer a almejada sustentabilidade.

A ideia de sustentabilidade como é posta, é difícil de ser alcançada, pois depende de relações e interações humanas com humanos e não apenas com o meio natural, o que para o autor pontua como um entrave para o avanço dos objetivos propostos nesse conceito.

A abordagem 3BL, por envolver questões econômicas e políticas, pode desviar a atenção das questões ambientais mais significativas. No entanto, seu uso pode nortear escolhas de produtos e serviços q apresentem aspectos sociais e ambientais equilibrados e para que possam diferenciar preço e lucro.

Apesar da abordagem 3BL já vir sendo aplicada por várias empresas, as questões financeiras são sempre mais detalhadas que as sociais e ambientais, estas últimas sendo apresentadas muitas vezes apenas para compor um caráter mais “amigável” para a empresa. Uma das causas apontadas pelo autor é que a coleta de informações relacionadas ao alcance social e ambiental nas empresas ainda é menos estabelecida que a coleta de informações financeiras.

Para se alcançar uma contabilidade 3BL positiva, a empresa deve: alcançar uma melhoria líquida na conservação ambiental e um benefício líquido social para as comunidades locais, ao mesmo tempo em que deve gerar um lucro líquido para os acionistas e/ou um ganho líquido para as economias nacionais ou regionais. A empresa deve pensar, portanto, em galgar benefícios tanto para seus acionistas como para a sociedade em geral.

O autor aponta o turismo como o único setor que atualmente apresenta empresas com a possibilidade real de alcançar um 3BL positivo, podendo gerar ganhos reais para a conservação, as comunidades e os acionistas.

O autor indica que, ainda que empresas de setores distintos ao do turismo possam reduzir seus impactos ambientais operacionais, apenas a indústria do turismo é que apresenta a possibilidade REAL de alcançar um 3BL efetivamente positivo. As contribuições positivas à conservação, de forma direta ou através das comunidades locais, é que tornariam o ecoturismo com papel de destaque no cenário ambiental.

A necessidade de uma contabilidade completa dos custos e benefícios força a empresa de ecoturismo, e também seus acionistas, clientes, funcionários, entidades reguladoras e as comunidades locais, a identificar e ponderar tais custos e benefícios de forma mais completa.

As formas tradicionais de eco certificação muitas vezes não ponderam de forma adequada os custos e benefícios ambientais e sociais, o que pode mascarar a verdadeira ideologia da empresa.
 A contabilidade 3BL (refere-se às três dimensões do desenvolvimento sustentável – econômica, social e ambiental), portanto, é uma forma de combinar conceitos de contabilidade ambiental com a segmentação do mercado do turismo.

A adoção dessa proposta poderia levar alguns princípios do ecoturismo a serem aplicados ao turismo em geral, de modo a contabilizar de forma mais adequada os custos e benefícios econômicos, sociais e ambientais.

sábado, 5 de julho de 2014

Geodiversidade da Paraíba em destaque

A geodiversidade da Paraíba sendo destacada para o mundo.

Parque Estadual da Pedra da Boca sendo apresentado na revista Runner'sWorld (especializada em temas relacionados à corrida e caminhada) como um destino a ser visitado para a prática de esportes.


Interessante o destaque que deram na nota publicada no site da PBTur (Empresa Paraibana de Turismo) em relação às características geológicas do Parque.

Abaixo segue o link para a nota publicada sobre o assunto:

http://www.destinoparaiba.pb.gov.br/#!/revista-runners-world-destaca-o-parque-pedra-da-boca-como-local-ideal-a-pratica-de-corridas-e-caminhadas

Geoabraços.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Revista Estudos Geoambientais (lançamento)

Colegas,

É com satisfação que venho divulgar a publicação da primeira edição da Revista Estudos Geoambientais, vinculada ao Grupo de Estudos GeodiversidadePB , do Campus IV da UFPB.



http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/geo/issue/current

O acesso à revista pode ser feito pelo link: http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/geo/issue/current

Nesta primeira edição temos seis artigos em diversas áreas temáticas afins ao escopo do periódico, sendo três na linha temática da geodiversidade:



Márcio Balbino Cavalcante
 
 


Janaina Luciana de Medeiros, Mayara Ferreira de Farias, Marcos Antonio Leite Nascimento
 


Leonardo Figueiredo de Meneses, Marcos Antônio Leite do Nascimento


Aproveito para informar que a submissão de artigos para avaliação é em fluxo contínuo e a periodicidade é quadrimestral.


Temos a previsão para a publicação do segundo volume no início do mês de Setembro. Mais informações no site da revista.

Geoabraços a todos.

sábado, 3 de setembro de 2011

Evento

Pessoal, informamos que o I Encontro de Ecologia da Paraíba, a se realizar no final do mês de novembro, terá como um de seus eixos temáticos o trinômio "Geodiversidade, Geoconservação e Geoturismo".

É uma boa oportunidade para a troca de informações e sistematização dos trabalhos na área.

O site do evento é http://enecopb.blogspot.com/ . As inscrições já estão abertas.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Geodiversidade na XI Expofeira Bode na Rua - Gurjão - PB

Olá pessoal,

No último final de semana, entre os dias 22 a 24 de julho, a equipe do Grupo de Estudos da Geodiversidade do Laboratório de Cartografia e Geoprocessamento (Campus IV – UFPB) participou, a convite da Prefeitura Municipal de Gurjão – PB, da XI Expofeira Bode na Rua.


O convite teve o objetivo de serem apresentados os resultados do projeto de pesquisa que membros do grupo vêm desenvolvendo naquele município sob o título de “Mapeamento dos Geossítios do Município de Gurjão”. Essa proposta visa fomentar o desenvolvimento de uma vertente do ecoturismo denominada de Geoturismo, de forma a estimular o desenvolvimento da economia de base local, contribuindo, assim, para uma melhoria na qualidade de vida da população da região do semi-árido.





Na ocasião o stand onde foram apresentados o mapa de geossítios do município e uma coletânea de vídeos e fotos captadas ao longo dos trabalhos de campo realizados foi visitado, inclusive, pelo vice-governador do Estado, o Sr Rômulo Gouveia, que se mostrou satisfeito com o material apresentado.



Maiores informações sobre o projeto e outras atividades desenvolvidas pelo grupo podem ser obtidas pelo e-mail do coordenador do grupo, o professor Leonardo F. Meneses (lfmeneses@hotmail.com).