segunda-feira, 21 de abril de 2025

Meteoritos: a quem pertencem?

Você sabe o que é um meteorito? Se a resposta for positiva, então você sabe que são “objetos” que chegam à Terra vindos do espaço. O que talvez você não saiba é que o velho ditado “achado não é roubado” nem sempre se aplica aos casos em que alguém encontra um meteorito que conseguiu atravessar a atmosfera terrestre e chegou ao solo.



No Brasil, a inexistência de um arcabouço jurídico que regulamente a questão faz com que persista um mercado onde pessoas colocam à venda meteoritos que lhes chegam às mãos. Esse “mercado” muitas vezes gera conflitos e mal estar às comunidades uma vez que os caçadores de tesouro, ao terem notícias da queda de algum meteorito, iniciam uma verdadeira caçada para achá-los e, nessa busca, terminam por não respeitar, por exemplo, os limites de propriedades privadas, invadindo-as para procurar e coletar os objetos.

Atualmente corre na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei (4471/20) que visa regular essa situação e que, dentre outros assuntos, define de quem é a propriedade dos meteoritos que tocam o solo brasileiro.

De acordo com o projeto, dentre outras questões, é definido que o meteorito pertencerá ao dono da propriedade na qual ele caiu. Nos casos em que forem terras públicas, a propriedade será da esfera responsável pela propriedade (Governo Federal, Estadual ou Municipal).

Entretanto, o projeto faz uma ressalva, mesmo nos casos em que a propriedade seja privada, a União poderá solicitar que o proprietário disponibilize o meteorito para fins de estudos em instituições de pesquisa, devolvendo-o depois. É interessante ainda destacar que caso haja interesse e dotação orçamentária, a União poderá adquirir o meteorito mediante pagamento acordado entre as partes interessadas.

Coleção de Meteoritos do Museu Nacional - RJ


Tal fato é importante pois os meteoritos são como os fósseis do universo e guardam em si muitas informações que podem ser importantes para a compreensão da formação de planetas, estrelas e até do próprio universo, portanto, a possibilidade de disponibilização para estudos científicos é crucial para avanços nesse campo de pesquisa.

Já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, agora é aguardar que o projeto siga os demais trâmites legais e torcer para que seja aprovado em definitivo o mais breve possível de modo a dar segurança jurídica e tentar reduzir o mercado ilegal que existe atualmente.

domingo, 20 de abril de 2025

Novos Geoparks da Rede Mundial

Para vocês que curtem ver espacialmente as informações, preparamos uma figura indicando quais foram os países que conseguiram alçar novos geoparks para a Rede Mundial da UNESCO no último ano (2024/2025).


Clique na figura para ampliar

Vale lembrar aqui a lista com a distribuição desses novos geoparks e os países onde estão localizados:

  • China: Kanbula e Yunyang
  • República Democrática da Coréia: Mt Paektu
  • Equador: Napo Sumaco e Tungurahua Volcano
  • Indonésia: Kebumen e Meratus
  • Italia: MurGEopark
  • Noruega: The Fjord Coast Geopark
  • República da Coréia: Danyang e Gyeongbuk Donghaean
  • Arábia Saudita: North Riyadh e Salma
  • Espanha: Costa Quebrada
  • Reino Unido e Irlanda do Norte: Arran
  • Vietnã: Lang Son
Como se percebe, Europa e Ásia continuam à toda velocidade investindo na criação de novos geoparks.

Esperamos que, em breve, o Brasil figure mais fortemente em mapas como esse.

A Rede só aumenta

Próximo a completar dez anos de existência, a Rede Mundial de Geoparques da UNESCO vem, ano a ano, se ampliando. Inicialmente composta por apenas 6 geoparques, atualmente compõem a Rede 229 geoparques distribuídos em 50 países (ver mapa).

Só no último ano, foram aprovados 16 novos geoparks de 12 países para ingressarem na rede, os quais são listados abaixo:

  • China: Kanbula e Yunyang
  • República Democrática da Coréia: Mt Paektu
  • Equador: Napo Sumaco e Tungurahua Volcano
  • Indonésia: Kebumen e Meratus
  • Italia: MurGEopark
  • Noruega: The Fjord Coast Geopark
  • República da Coréia: Danyang e Gyeongbuk Donghaean
  • Arábia Saudita: North Riyadh e Salma
  • Espanha: Costa Quebrada
  • Reino Unido e Irlanda do Norte: Arran
  • Vietnã: Lang Son

Preparamos uma arte exclusiva indicando a distribuição dos países onde estão localizados os novos geoparks da rede, clique aqui para ver.

No Brasil, o primeiro geoparque a ingressar na Rede Mundial foi o Araripe, no Ceará no ano de 2006. Em seguida, a partir do ano de 2022, se juntaram a ele os geoparks Seridó (RN), Caminhos dos Cânions do Sul (RS/SC), Caçapava (RS), Quarta Colônia (RS) e Uberaba (MG).

Em breve esperamos que muitos outros projetos brasileiros submetam suas propostas e passem a fazer parte da Rede Mundial possibilitando uma exposição cada vez maior da rica geodiversidade do país.

sexta-feira, 18 de abril de 2025

Geoparque Cariri Paraibano: um recomeço?

Após um longo período em stand by, aparentemente as discussões sobre a formalização do projeto Geoparque Cariri Paraibano tomaram corpo e parecem que vão resultar em resultados bastante frutíferos.

Duas reuniões foram realizadas recentemente. A primeira foi na sede do SEBRAE-PB em João Pessoa, no dia 24/03/2025, onde estiveram presentes o ex-prefeito do município de Cabaceiras (Tiago Castro, representantes da gestão do município de São João do Cariri, o professor Leonardo Figueiredo da UFPB e representantes do SEBRAE e se buscou um primeiro nivelamento sobre o estágio em que pararam as discussões.

participantes da reunião do dia 24/03/2025


A segunda reunião, mais robusta, foi realizada na Câmara Municipal de São João do Cariri no dia 31/03/2025, e contou com a presença dos prefeitos dos 4 municípios envolvidos na proposta atual do Geoparque Cariri Paraibano, além de secretários municipais, representação do SEBRAE-PB, UFPB e munícipes.

Reunião realizada em São João do Cariri


Como resultado dessas ações, os prefeitos dos 4 municípios se comprometeram a abraçar a proposta de formalização do geoparque e indicarem representantes para intermediarem as atividades necessárias juntamente com a equipe do Grupo de Pesquisa GeodiversidadePB, coordenado pelo professor Leonardo Figueiredo.

Esperamos que, a partir dessas duas ações, tenhamos realmente um recomeço da caminhada rumo à futura certificação da proposta junto à Rede Mundial de Geoparks da UNESCO.

domingo, 5 de março de 2017

Geoformas: potencial do Cariri Paraibano

Trabalho originalmente publicado no II GeoBRheritage - Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico, ocorrido de 24 a 28 de setembro de 2013 em Ouro Preto - MG.

Download do Trabalho: pdf


O patrimônio geológico de uma dada região compreende locais, objetos e processos que por sua expressividade ou singularidade apresentam relevância no contexto de sua valorização e conservação, particularmente por possibilitarem a reconstrução da história da Terra. Pode ser classificado com base em áreas da geologia, especializando-se me patrimônio paleontológico, mineralógico, geomorfológico, dentre outros. As geoformas (e sua gênese), para efeito deste trabalho, referem-se à afloramentos de rocha que apresentam semelhança com imagens conhecidas (formas animais/ humanas ou pseudo vestígios, por exemplo), quase sempre geradas pela ação de agentes intempéricos e que se inserem no contexto do patrimônio geomorfológico, podendo apresentar diversos valores tais como o científico/didático, cultural, turístico, ou outro. [...]

Download do Trabalho: pdf

sábado, 10 de dezembro de 2016

Geomorfologia do Nordeste

Segue sugestão de leitura para quem quer se aprofundar um pouco mais nos estudos sobre a geomorfologia do Nordeste e, em particular, do Maciço da Borborema.

Título:
Condicionamento estrutural do relevo no Nordeste setentrional brasileiro

Autores: Rubson P. Maia e Francisco H. R. Bezerra

Publicado originalmente em: Revista Mercator

Resumo:
O presente trabalho fará uma análise acerca do condicionamento morfoestrutural do relevo no Nordeste setentrional brasileiro com ênfase no papel exercido pelas estruturas de deformação rúpteis e dúcteis do embasamento cristalino pré-cambriano. Para tanto, o enfoque analítico proposto abordará a relação entre estruturas tectônicas e relevo e como os processos de denudação continental tem evidenciado essas estruturas por meio da erosão diferencial e tectônica. Nesse aspecto, a exumação em zonas de deformação de direção NE-SW e E-W origina trends de lineamentos que confinam os canais de drenagem orientando a dissecação e por vezes a agradação fluvial. Isso resulta em sequencias de cristas e vales que confinam os canais de escoamento, passando esses a serem indicadores dos planos de deformação. Esse contexto estende-se para os ambientes sedimentares na forma de controle sobre a dissecação que passa a ocorrer orientada segundo os planos de falhas, formando vales encaixados que constituem a expressão geomorfológica da reativação frágil de zonas de cisalhamento transcorrentes nas unidades paleozoicas, mesozoicas e cenozoicas.

texto completo em pdf

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Potencial geoturístico do Semiárido paraibano: um estudo acerca do município de Cabaceiras/PB

Dica de leitura:


Autores:
Luciano Guimarães de Andrade, Nerize Laurentino Ramos, Luiz Gustavo Bizerra de Lima Morais

Publicado na edição especial da Revista de Geociências do Nordeste - REGNE

Resumo:

O geoturismo é um segmento turístico recente, associado aos recursos naturais, especialmente aos aspectos geológicos e geomorfológicos. Desta forma, apresenta-se como atividade econômica bastante promissora. Neste sentido, o presente trabalho aborda o potencial geoturístico do Semiárido paraibano, especificamente do município de Cabaceiras/PB. Tratando-se de um estudo de caso, a pesquisa reúne como ferramentas metodológicas à pesquisa bibliográfica e documental. Como forma de aprofundamento realizou-se ainda, uma pesquisa de campo, na qual objetivou fazer observações sobre o local. Os resultados enaltece um patrimônio geológico bastante diversificado, caracterizado pelas formações rochosas, propício à inserção de atividades turísticas, em especial o geoturismo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Programa Geoparks Globais da UNESCO

Em Novembro de 2015, durante a 38ª Conferência Geral da UNESCO, os geoparques que faziam parte da Rede Global de Geoparks (GGN - Global Geoparks Network) passaram a ser definidos como Geoparks Globais da UNESCO. Com essa mudança, a UNESCO se aproxima ainda mais desse modelo de gestão territorial, deixando de ser uma entidade basicamente orientadora para ser uma espécie de coordenação central e parceira na formulação de propostas de criação de novos geoparks globais e na gestão daqueles que já faziam parte da GGN.

Com a decisão proferida na 38ª sessão da Conferência Geral da UNESCO, a rede global de geoparques eleva-se ao status de programa da UNESCO, ou seja, na prática, passa a existir à partir daquele momento, um novo programa da UNESCO, o Programa Internacional para Geociências e Geoparks (em inglês International Geoscience and Geoparks Programme - IGGP) que, em conjunto com outros dois programas pré existentes (Sítios do Patrimônio Mundial e Reservas da Biosfera) passam a constituir instrumentos para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030.

Por se tratar de uma ação ainda muito recente, há poucas informações disponíveis sobre esta mudança, provavelmente só o tempo dirá de que forma ela irá se refletir no dia a dia da gestão dos geoparques e de que forma contribuirá para a conservação do geopatrimônio mundial. 
Do ponto de vista histórico, desde 1991, com a publicação da "Declaração Internacional dos Direitos à Memória da Terra" em Digne, na França, têm-se buscado o apoio da UNESCO na construção de uma rede global de geoparques, no entanto, apenas em 2004 é que essa rede conseguiu ser oficializada e, ainda assim, a UNESCO participava apenas prestando alguma assistência àqueles geoparques que se enquadravam em seus regulamentos.

Atualmente, 120 geoparques compõem a GGN e, automaticamente ganharam o título de Geoparks Globais da UNESCO. Estes geoparques estão distribuídos em 33 países (ver mapa), sendo que no Brasil temos apenas um, o Geopark Araripe.

http://www.globalgeopark.org/homepageaux/tupai/6513.htm



Nota: É bem provável que você tenha notado duas grafias para o termo geoparque (geoparque e geopark), fato para o qual apresento uma explicação. O termo grafado com "k" tem sido adotado para designar aqueles projetos que já se consolidaram como geoparques da UNESCO, ou seja, todo geoparque da UNESCO é grafado como geopark. Aqueles geoparques que ainda não alcançaram a GGN, portanto, são grafados em suas línguas nativas e, no caso do Brasil, então, temos os geoparques. É essencial ainda salientar que um território para ser geoparque não necessita obrigatoriamente fazer parte da GGN.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Projeto Geoparque Cariri paraibano

Olá pessoal, nessa postagem estou compartilhando um material que produzi e apresentei no II Encontro de Educação Ambiental promovido pela Prefeitura Municipal de Cabaceiras - PB, no final de setembro desse ano, e que por sinal aproveito o momento para externar meus agradecimentos à comissão organizadora pela oportunidade que nos foi dada de expor essas ideias iniciais à comunidade cabaceirense e aos representantes do poder público que ali se faziam presentes na ocasião.

Esse material trata de algumas considerações que foram traçadas como forma de dar início às discussões relativas a proposta que está sendo elaborada para a futura criação de um geoparque na região do Cariri paraibano, mais especificamente envolvendo o setor do Lajedo do Pai Mateus e circunvizinhança.

projeto geoparque Cariri paraibano
(clique na imagem para baixar o pdf)

O trabalho vem sendo desenvolvido como uma parceria entre a CPRM, UFPB, UEPB, UFRN e profissionais que atuam na área de turismo na região. Em breve estaremos com atividades de extensão na região para difundir os conhecimentos sobre a geodiversidade local e regional e fomentando a organização social para a estruturação da proposta do geoparque.

Estamos à disposição para receber considerações e sugestões, bem como estamos montando uma rede de parcerias para que o projeto siga à diante. Os interessados podem fazer contato conosco através aqui do blog ou dos canais de comunicação que deixei disponíveis no arquivo dos slides (no último slide).

Geoabraços.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Avaliação de potencial turístico de sítios geomorfológicos

Continuando com as sugestões de leitura, segue dessa vez o link para o trabalho de Jean-Pierre Pralong, do Instituto de Geografia da Universidade de Lausanne, na Suiça.

O artigo intitula-se "A method for assessing tourist potential and use of geomorphological sites" (Método de avaliação de potencial turístico e de uso de sítios geomorfológicos), publicado na revista Géomorphologie : relief, processus, environnement.

Abaixo segue o abstract do trabalho para dar a curiosidade pela leitura do texto completo:

"This paper presents a method for assessing tourist and exploitation values of geomorphological sites in a tourist and recreational context. Its aim is to propose criteria to quantify and qualify their potential in terms of scenic/aesthetic, scientific, cultural/historical, and social/economic values, and the use of this potential in terms of degree (spatial and temporal use) and modality (use of the four mentioned values) of exploitation. Concerning the scientific value, the following criteria are taken into account: palaeogeographical interest, representativeness, natural rarity, integrity and ecological interest. This method was based on the study of geomorphological sites (glacial, karstic, and hydrographic) of the areas of Chamonix Mont-Blanc (Haute-Savoie, France) and Crans-Montana-Sierre (Valais, Switzerland). In this paper, the assessment of the tourist value and of its components is first presented and developed. Then, the assessment of the exploitation value allows the notion of use intensity to be determined. Finally, a comparison of the two first stages is carried out in order to analyse and discuss the potential and use of the studied geomorphological sites."

Clique aqui para baixar o texto completo em pdf. Espero que gostem.

Geoabraços.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Livro: Geodiversidade na Arte Rupestre no Seridó Potiguar

Para aqueles que não conseguem ver a relação entre cultura e geologia, segue a sugestão de leitura do livro "Geodiversidade na Arte Rupestre no Seridó Potiguar", de autoria do professor Marcos Antônio Leite do Nascimento e do arqueólogo Onésimo Jerônimo Santos, e publicado pela Editora do IPHAN.

O livro buscar mostrar a relação entre a arte rupestre e as rochas (consideradas como as telas para a pintura e as gravuras) em diversos sítios arqueológicos existentes no Seridó do estado do Rio Grande do Norte.

Informações sobre a versão impressa do livro podem ser obtidas junto à Superintendência do IPHAN-RN pelos telefones (84) 3211-3820, 3201-0486, 3221-3294, 3211-6166.

Também está disponível a versão digital do livro. Para fazer o download, clique AQUI.

Boa leitura a todos.

domingo, 13 de setembro de 2015

Atrativo turístico: você sabe o que é?

Olá pessoal, nessa postagem compartilho um texto produzido pelo SEBRAE de São Paulo que é bastante explicativo sobre o que vem a ser efetivamente um atrativo turístico.

http://www.sebraesp.com.br/arquivos_site/biblioteca/guias_cartilhas/turismo_entendendo_o_atrativo_turistico.pdf

O texto faz parte de uma série de Cadernos Temáticos produzido pela entidade para tratar de questões relacionadas ao turismo.

Vale a pena dar uma lida.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Comprometimento dos stakeholders no turismo: uma análise do desenvolvimento do Geoturismo no município de Gurjão (Paraíba, Brasil)

Trabalho originalmente publicado na Revista Eletrônica Turismo e Sociedade da UFPR
Download do Texto Completo: pdf

Autores: Janaina Luciana de Medeiros, Elayne Gouveia da Silva, Fernanda Santos Gentil Araújo, Leiliane Michelle Trindade da Silva Barreto

Resumo:
Este trabalho tem como objetivo analisar o comprometimento dos stakeholders na atuação do desenvolvimento do geoturismo no município de Gurjão, localizado na região do Cariri Paraibano (Brasil). Para alcançar esse objetivo foi utilizada a abordagem do comprometimento proposta por Medeiros (2003), adaptando à visão da gestão da atividade turística. A pesquisa foi realizada no ano de 2014 e caracteriza-se como exploratória, proporcionando maiores informações sobre o assunto investigado. De acordo com os resultados obtidos, pode-se concluir que os stakeholders do município de Gurjão/PB possuíam o comprometimento com um valor normativo, tornando-se assim, algo a ser considerado na busca das razões dos atores entrevistados se sentirem obrigados a trabalhar com a atividade turística na localidade.

Palavras-Chave: Gestão de pessoas; Comprometimento; Stakeholders; Geoturismo; Gurjão/PB 

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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Sistemas de Informação Geográfica Aplicados à Elaboração de Frameworks de Geodiversidade

Trabalho originalmente publicado na Revista Eletrônica Estudos Geoambientais da UFPB
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Resumo:
Conhecer o território e suas peculiaridades deve ser a base para a gestão efetiva de seus componentes ambientais. Esta premissa pode ser aplicada à conservação do geopatrimônio, haja vista a necessidade de identificação das ocorrências de elementos da geodiversidade que apresentem valores singulares. Este trabalho objetiva apresentar a possibilidade de uso de sistemas de informação geográfica – SIG, para o processamento de dados cartográficos e alfanuméricos visando a construção de frameworks de geodiversidade, exemplificando com dados da região do Cariri do Estado da Paraíba. Adotou-se o SIG gvSIG, particularmente por se tratar de um sistema de distribuição e licença gratuitas. Os dados de entrada constam de material cartográfico referente a: geologia, geomorfologia/relevo, hidrografia e divisão administrativa, preferencialmente associados a bases de dados alfanuméricos que contenham seus respectivos atributos, e tomando-se o cuidado de compatibilizar suas escalas e sistemas de referência cartográfica. A proposta prevê a superposição dos mapas em camadas independentes e a classificação do mapa geológico em categorias temáticas de acordo com os valores apresentados em seus atributos, observando sempre a utilização de campos (litologia, idade geológica, por exemplo) que apresentarem valores preenchidos para todos os polígonos das unidades geológicas e que respondam ao questionamento relativo ao objetivo que se pretende aplicar aos frameworks. Percebe-se que a adoção dos SIG apresenta como diferencial a possibilidade de simular diversas propostas, desde as mais simples até proposições complexas, que envolvam diversos temas que componham a geodiversidade da região sob análise, viabilizando uma gestão territorial e ambiental mais eficiente.

Palavras-chave: geodiversidade; geoprocessamento; frameworks

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Importância e Valorização do Patrimônio Geomorfológico da Área de Proteção Ambiental do Cariri - PB

Trabalho originalmente publicado no XVI Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, ocorrido de 28 de junho a 04 de julho em Teresina - PI.

Autores: Sidney Crystian Oliveira de Medeiros; Lorena Andrea Cortes Ballen; Bartolomeu Israel de Souza; Marcos Antonio Leite do Nascimento

Resumo:
O patrimônio geomorfológico representa o conjunto de geoformas e processos associados capazes de expressar de forma singular, uma parte da evolução da superfície da Terra, tendo assim alguns valores significativos, dentre eles o científico-educacional. Esse trabalho objetiva-se em realizar uma identificação e valorização de Sítios Geomorfológicos da APA do Cariri com o intuito de compor uma base de dados capaz de estabelecer políticas geoconservacionistas adequadas de acordo com patrimônio geomorfológico apresentado. A metodologia aqui utilizada consistiu em identificar in loco locais que aparentemente se distinguissem dos demais nos aspectos geomorfológicos, em seguida estes locais foram valorizados de acordo com indicadores intrínsecos, adicionais e de uso e gestão. 9 sítios geomorfológicos foram identificados valorizados e divididos em duas tipologias definidas de área e local. Ainda sobre as tipologias, 2 sítios foram caracterizados como locais e 7 como áreas, sendo respectivamente os que apresentaram maior média por tipologia a Saca de Lã e o Lajedo do Pai Mateus. Em um contexto geral o Lajedo do Pai Mateus apresentou a maior média seguido pelos lajedos do Sítios Bravo e Salambaia. Sítios da tipologia área apresentaram maiores valores devido ao fato de que as dimensões territoriais da tipologia área são maiores do que os da tipologia local, elevando assim alguns valores graças a concentração de elementos geomorfológicos nas áreas. Mais do que utilizá-la como mecanismos de seleção ou eliminação, esta avaliação deve se constituir como uma ferramenta que possibilite identificar as potencialidades dos sítios avaliados, fundamentando e auxiliando na definição de estratégias de geoconservação.

Palavras-chave: Patrimônio Geomorfológico, Valorização, Geoconservação

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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO BRASIL: ENTRE O REAL E O IDEAL NA PROTEÇÃO DA NATUREZA


Trabalho originalmente publicado no XVI Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, ocorrido de 28 de junho a 04 de julho em Teresina - PI.

Autores: Márcio Balbino Cavalcante; Leonardo Figueiredo de Meneses; Carla Soares Borba


Resumo
A criação de áreas protegidas vem se constituindo numa das principais estratégias para a conservação da natureza. Isto se explica, por um lado, pela degradação ambiental crescente, especialmente devido aos impactos da expansão urbano-industrial e devastação das florestas e, por outro, pela disponibilidade de fundos internacionais para a preservação e possibilidade de geração de renda através do ecoturismo. O presente trabalho tem por objetivo analisar alguns aspectos da relação humana com a natureza a fim de pontuar elementos da base ideológica que levaram à institucionalização de áreas naturais protegidas ou parques. Em seguida, apresenta algumas faces da problemática povos/parques e as controvérsias mais comuns a essa modalidade de unidade de conservação de uso restritivo, mais precisamente no caso brasileiro.

Palavras-chave: Meio Ambiente, Espaços Protegidos, Planejamento Ambiental.


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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

GEOPATRIMÔNIO: DEFINIÇÃO E VALORAÇÃO

Trabalho originalmente publicado no XVI Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, ocorrido de 28 de junho a 04 de julho em Teresina - PI.
Download do Texto Completo: pdf


Resumo:
Este artigo tem como objetivo realizar um debate conceitual acerca da utilização dos termos patrimônio geológico e geopatrimônio no âmbito das discussões sobre a geodiversidade e geoconservação, assim como apresentar as formas de valoração destes locais de relevante interesse. Patrimônio geológico é compreendido pela comunidade científica como o conjunto de locais de elevado interesse geológico que possuem determinados valores (científico, cultural, ecológico, funcional, estético, didático e econômico). Algumas releituras acerca da utilização deste termo afirmam que o mesmo não contempla todas as categorias de patrimônio abiótico, estando muitas vezes associado apenas às rochas, divergindo do conceito de geodiversidade que inclui as rochas, os solos, os minerais e todos os processos associados. Desta forma a adoção do termo geopatrimônio evitaria esta generalização, facilitando o processo de avaliação e gestão dos locais selecionados. Sobre a avaliação do geopatrimônio discute-se o uso do critério científico como referência para categorizar um local de relevante interesse como geossítios (quando a ocorrência é in situ) ou elementos do geopatrimônio (quando a ocorrência é ex situ). Os demais valores são agregados de acordo com o objetivo da avaliação. Uma nova recomendação também é feita em relação à não adoção de um ranking ao término da avaliação, uma vez que tem sido utilizados critérios distintos que podem comprometer o resultado final. A metodologia utilizada nesta pesquisa foi a pesquisa bibliográfica.

Palavras-chave: Patrimônio Geológico, Geopatrimônio, Avaliação

Download do Texto Completo: pdf

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

PEDRA DA BOCA: O PARQUE DOS GIGANTES

Trabalho originalmente publicado no XVI Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, ocorrido de 28 de junho a 04 de julho em Teresina - PI. Download do Texto Completo: pdf


Resumo:
A espetacularidade de alguns elementos da natureza pode representar um critério motivador para a realização de viagens turísticas. Alguns afloramentos rochosos apresentam feições curiosas que se assemelham a formas típicas do cotidiano, como rostos e formas de animais. A esses locais atribuiu-se o termo geoforma. O objetivo deste trabalho é apresentar as geoformas existentes no Parque Estadual da Pedra da Boca (PEPB), na Paraíba, como um elemento de divulgação da geodiversidade e aumento do fluxo turístico no parque. Foram identificadas 08 geoformas no interior do parque e uma no entorno. Verificou-se que os elementos mais expressivos da geodiversidade nas geoformas estão ligados ao conteúdo da geomorfologia e relacionados principalmente com a erosão diferencial associada à dissolução química das rochas, causando o desgaste do relevo e fazendo surgir os “gigantes de pedra” do parque representados pela Pedra da Boca, da Caveira, do Coelho, do Babuíno, do Peixe Boi, do Dente, da Viola e do Coração. O PEPB possui uma geodiversidade com alto potencial para realização de atividades científicas, didáticas e de lazer. Vislumbra-se na possibilidade de sua divulgação como sendo o Parque dos Gigantes, uma nova perspectiva capaz de atrair um número ainda maior de visitantes que possam, além da contemplação das geoformas, obterem novos conhecimentos acerca dos elementos abióticos que compõem a paisagem do local, de uma forma lúdica através do estímulo do imaginário

Palavras-chave: Geodiversidade, Geoforma, Parque Estadual da Pedra da Boca

Download do Texto Completo: pdf

terça-feira, 28 de julho de 2015

Uso de escalas em fotografias de campo

Olá a todos, inicio esta postagem pedindo que deem uma olhada nas fotografias abaixo e vejam se percebem a presença de algumas coisas, digamos, estranhas ou inusitadas nelas?




Agora imaginem a situação: um colega está lhe mostrando algumas fotos que tirou em alguma atividade de campo e de repente você começa a perceber a presença de moedas, tampas de lentes de câmeras, canetas, pendrives e outros apetrechos "soltos" nas imagens (como no caso das fotos acima). O que você pensaria? Será que estavam fotografando lixo jogado na natureza? Será que tinha alguém com o bolso furado deixando moedas caírem ao chão? Calma, provavelmente não foi nada disso.


Quem trabalha com pesquisas em campo quase sempre tem a necessidade de registrar em fotografias elementos como amostras ou afloramentos de rochas, feições do relevo e/ou elementos da flora ou da fauna. Ocorre que as imagens podem causar certa confusão às vezes e dar uma falsa impressão de tamanho para os objetos registrados, ora podendo ser entendidos como sendo maiores do que realmente são, ora aparentando serem menores.


Por esse motivo, nós que fazemos fotografias desse gênero, devemos sempre nos preocupar em utilizar algum objeto que sirva de escala para que os leitores possam ter uma noção mais realista do tamanho dos elementos ali registrados. Moedas, canetas, pendrives, tampas de lentes de câmeras, chaves e até mesmo pessoas (ou partes do corpo) são boas pedidas para essa finalidade quando não se dispõe de algo mais técnico como uma escala mesmo (ver abaixo um exemplo da escala utilizada por nosso grupo e que produzimos "artesanalmente" - quem quiser o modelo e os detalhes de como fazer, basta pedir nos comentários).


À titulo de complementação do que estou apresentando aqui, segue um link para uma postagem do blog Un Geologo en Apuros que também apresenta esta temática além de indicar alguns outros modelos de escalas que podem ser usadas nos registros fotográficos.

Assim sendo, #ficadica: nunca esqueçam de usar uma escala em suas fotografias técnicas tomando o cuidado apenas de que as escalas não ganhem mais destaque nas fotografias do que os próprios elementos que se pretende apresentar ao leitor.

Geoabraços e até a próxima.